segunda-feira, 23 de junho de 2008

blog morto... amos er se ele volta...

breve relato sobre algo que ocorreu hoje:

Eu passei a tarde terminando de ler um livro para fazer um trabalho para depois de amanhã (mania de deixar tudo de última hora), se trata de discutir sobre a importância da arte na educação, assunto denso, e fiquei pensando sobre como escrevê-lo. Preciso terminá-lo logo, tenho muitos outros a fazer para essa e para a outra semana e não quero fazer nada nas cochas.
Em uma pausa fui até a cozinha da república pegar um copo d'água e encontro Rodrigo, estudante de Engenharia Civil em semana de provas e naturalmente estressado por elas. Eu, estudante de Artes Plásticas, me viro pra ele e comento:
-Nossa! Que casa escura... (as lâmpadas da entrada estão queimadas)
E ele responde:
-É... Precisamos trocar as lâmpadas. Aliás, Por que você não aproveita que está à toa e troca as lâmpadas?
Na verdade isso foi perfeitamente coerente, não o culpo totalmente pelo seu comentário escroto. Ele realmente não demonstrou nenhuma intenção de ser escroto ou provocar, foi natural. O fato conversa bastante com o que li no livro. Em resumo sua lógica foi simples e perfeitamente coerente com o que é difundido pela nossa "cultura":
Arte é puro lazer(aprendemos isso desde criancinhas), lazer é algo que fazemos quando não temos nada para fazer. Eu estudo Artes Plásticas logo estou 100% entregue ao lazer, ou seja, estou sempre à toa. ( o pior é pensar que se muitas pessoas lerem isso a maioria pensará "uai... mas num é isso mesmo??")
Não vou aprofundar muito nisso, mas para quem tiver algum interesse leia "Fundamentos Estéticos da Educação" do João Francisico Duarte Jr. (se quiser eu empresto!)

ps: SIM! Eu estou fingindo que há pessoas que entram em 1 blog de 1 post com 9 meses de abandono!

sábado, 22 de setembro de 2007

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Parecia para ele mais um dia comum. Levantou-se, foi sonolento até a cozinha, preparou seu leite com chocolate, tudo da maneira que sempre fazia. Porém notou com interesse o brilho da caneca e do leite, reflexo da luz que entrava pelas janelas altas da cozinha, não se demorou nesse interesse, apenas notou. Mais tarde, ao se vestir, se interessou rapidamente também pela maneira em que as fibras de sua camiseta se entrelaçavam para formar o todo. Estranhou esse novo interesse que ele estava tendo pelas coisas a sua volta, mas gostou.
O resto do dia transcorreu da mesma maneira que a manhã: perfeitamente normal. Perfeitamente não, simplesmente normal. Nada de extraordinário, apenas tudo o que era de costume estava naquele dia. O som dos carros, o vento fresco da tarde, as pessoas com seus jeitos peculiares, a caneta com a qual escrevia, simplesmente tudo.
Mas naquele dia o simples foi notado, finalmente o trivial se perdera e ele conseguiu sair do piloto automático que estava a sua vida, notando o que a compunha, mesmo que sua rotina em nada tenha sido alterada.